segunda-feira, 23 de maio de 2011

Diminuição do desejo sexual/libido

A conduta na diminuição da libido

É muito comum na prática clínica do consultório de andrologia a queixa de falta de desejo sexual. O médico tem que sempre estar muito atento, pois muitas vezes o paciente não reclama diretamente desta disfunção. Portanto temos que durante a consulta saber escutar e direcionar nossas perguntas para esclarecimento diagnóstico.
A causa desta situação sexual é bastante diversa. Alterações hormonais e orgânicas como queda no nível de testosterona, problemas de tiróide, diabetes, doenças no fígado, uso de medicações, reposições hormonais inadequadas (iatrogenia), poluição, xenoestrógenos, entre outros, são comuns.
Após a pesquisa da parte orgânica temos que pensar na possibilidade de origem psicológica,  pois é comum que crises matrimoniais, no trabalho, financeiras e familiares possam interferir na falta de desejo.
Muitas vezes uma mudança no estilo de vida é suficiente para melhorar a libido.  As atividades físicas por exemplo, são excelentes pois produzem endorfinas, que são um excelente combustível para a vida sexual e qualidade do orgasmo.
O tratamento combinado com terpapia cognitiva/comportamental com uso de medicações tem excelente resultado. Dentre estas medicações devemos lançar mão sempre de uma combinação de substâncias para que estas se potencializem na resposta terapêutica. O uso de testosterona, sempre a  bioidêntica, associada a  aminoácidos precursores de endorfinas, fitoterápicos, oligoelementos e vitaminas devem sempre ser lembrados.
Esclarecendo que a testosterona bioidêntica é exatamente igual à testosterona orgânica, sendo assim muito mais eficaz e sem efeitos colaterais como aumento no risco de câncer, problemas de próstata, entre outros. Não usamos mais a testosterona injetável, pois esta sim possui temidos efeitos adversos, pouco conhecidos por médicos não especialistas.
Enfim, o que é possível afirmar é que uma combinação de fatores pode ser responsável pela queda da libido. Esses fatores têm que ser identificados, afastados se possível e o tratamento médico instituído, sempre em combinação com remédios, sejam estes naturais ou não. O que não se pode é dizer que a causa é psicológica, não ir a fundo na descoberta do problema e deixar esta situação se arrastar por anos. Anos estes que não voltam e se não forem bem vividos podem gerar extrema angústia para os pacientes.


Dr. Luis Henrique Leonardo Pereira, CRM 113703

www.promedicalgroup.com.br

d.leonardopereira@gmail.com

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