domingo, 29 de maio de 2011

Visão da Sociedade Brasileira de Urologia sobre disfunção erétil (DE)

Sociedade Brasileira de Urologia – Portal SBU
Doenças Urológicas
Impotência (Disfunção Erétil)
Disfunção Erétil
Disfunção erétil (DE) é o termo que veio substituir impotência  sexual devido ao
caráter  pejorativo e  por não  definir corretamente  o quadro  que  o homem está
vivenciando. Define­-se  como a  incapacidade em  ter  e/ou  manter  uma ereção peniana
suficiente  para  uma  relação sexual satisfatória.  Não se  deve  confundir disfunção erétil
com outras disfunções sexuais como, por exemplo, as disfunções ejaculatórias
(ejaculação precoce, principalmente), falta  de  desejo sexual, andropausa  (hoje  em dia
chamado de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino) e curvatura peniana
(doença de Peyronie).
É uma condição extremamente  freqüente, sendo que  em vários países foram
realizados pesquisas populacionais e em quase todos os lugares, aproximadamente 50%
dos homens acima dos 40 anos de idade apresentam algum grau de disfunção erétil.
As causas da  DE são,  simplificadamente,  orgânicas e  psicológicas, no entanto,
aqueles que  apresentam um quadro orgânico acabam desenvolvendo ansiedade de
desempenho, ou  seja,  acabam desenvolvendo também uma  causa  psicológica que
perpetua o problema de ereção.
As principais causas orgânicas podem ser assim divididas:
1. Vasculares:  colesterol alto, hipertensão  arterial, diabetes, tabagismos e
sedentarismo.
2. Neurológicas:  diabetes, trauma  na medula espinhal, acidente  vascular  cerebral e
outras neuropatias.
3. Cirurgias que  possam levar  ao quadro de  DE, principalmente  a  prostatectomia
radical (para tratar o câncer de próstata).
4. Alguns medicamentos, principalmente  alguns anti­hipertensivos:  alfa­metildopa,
propranolol, alguns diuréticos.

O  diagnóstico da  DE é  eminentemente  clínico, ou  seja, o paciente  conta  para  o
médico que tem o problema. Hoje em dia não são necessários exames complicados para
fazer  o diagnóstico. O  que  se  preconiza  hoje, como investigação básica da  DE, é  a
dosagem da  testosterona  (hormônio masculino), da  glicose  (exame  do diabetes) e  do
colesterol. Dependendo da situação, outros exames serão solicitados.

O tratamento da DE deve  ser  escalonado, ou  seja, do mais simples para  o mais
invasivo. A primeira medida a se  fazer é orientar o paciente e sua parceira, pois muitas
das vezes o desconhecimento da própria sexualidade e o conflito do casal podem ser o
agravante do problema.  A segunda medida a ser tomada são as modificações do estilo
de  vida, isto é, o  paciente  deve  adotar uma  vida  saudável (atividade física  regular,
reduzir/parar com o fumo e álcool, adequar a sua dieta e adotar um peso ideal, rever as
medicações que estão em uso, etc...). Não havendo melhora do quadro, o paciente pode
usar medicamentos por via oral. Existem vários destes medicamentos, no entanto, os que
são realmente  efetivos são os inibidores de uma enzima  que  existe  no pênis
(fosfodiesterase tipo 5) que em última análise, levam a um relaxamento da musculatura
lisa  do pênis:  sildenafil, tadalafil, vardenafil e lodenafil. Estes medicamentos são
bastante seguros e eficazes, mas não podem ser usados conjuntamente com qualquer tipo
de  nitrato sob qualquer  via  de administração. Os nitratos são medicamentos utilizados
para tratar a angina do peito.
Não havendo sucesso com os medicamentos via oral ou se o paciente esta usando
nitrato, pode­se  usar  medicamentos injetáveis no pênis e  o principal deles é a
prostaglandina E1  (alprostadil). E por último, mas não  menos importante,  temos a
prótese peniana. Ela deve ser indicada quando o paciente não respondeu a nenhuma das
alternativas anteriormente citadas ou quando não tolerou as injeções no pênis. Existem
dois tipos de próteses penianas: maleáveis e as infláveis.
Sendo a  Disfunção erétil uma  condição que  atrapalha, de  maneira  muito
importante, a  qualidade de  vida  dos casais, todo  homem que  apresenta  esta  condição
deveria procurar o seu urologista para obter o diagnóstico e seu tratamento.
Departamento de Andrologia – Sociedade Brasileira de Urologia
• Adriano Fregonesi
• Carlos Teodósio Da Ros
• Eduardo Berna Bertero
• Reginaldo Martello

fonte: http://www.sbu.org.br/pdf/pg_sbu_deretil.pdf

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