terça-feira, 19 de março de 2013

Viagra feminino chega no Brasil


LIBIDO E PRAZER NA MULHER
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A sexualidade feminina parece ser uma questão complexa. Quando entramos nesse assunto, diversos especialistas em diferentes áreas têm ponto de vista completamente antagônicos entre si. Parece inclusive que estão tratando de doenças diferentes. O ginecologista aborda o tema de uma maneira, o psiquiatra de outra, o clinico de uma terceira maneira e o médico sexólogo parece que então que expõe o tema de maneira totalmente ao contrário dos anteriores, fazendo o assunto ficar muito mais complexo do que deveria. Por esse motivo, escrevo hoje com bastante objetividade, sem rodeios nas inúmeras e interminávies causas orgânicas e psíquicas das disfunções sexuais feminas e como tratá-las.
Sim, as causas são diversas e seus tratamentos também. Assim como a eficácia destes tratamentos dependem de inúmeros fatores sociais, econômicos, familiares, culturais, entre outros. O objetivo portanto, não é afirmar que existe um tratamento que cure todas as disfunções, mas sim propor uma maneira de tratar as pacientes de maneira bem objetiva, melhorando a qualidade sexual de muitas delas.
Definindo a disfunção sexual:
Toda mulher sabe quando está com dificuldade em sentir desejo e prazer. Os termos técnicos são inúmeros, como vaginismo, dispareunia, transtorno hipoafetivo, transtorno de aversão, entre outros.
Nossa conduta será tratar objetivamente a dificuldade sexual da mulher.
Tratamento prolongado, combinado e em doses baixas de formulações que ao longo do tempo se potencializam. Algo que se instalou há anos, pode demorar para poder curar. Existem pacientes em tratamento que logo na primeira relação pós-tratamento já sentiu um orgasmo muito mais intenso, pulsátil, com espasmos cíclicos em ritmo pelo corpo. Outras demoraram até 6 meses para sentir diferença, mas felizmente todas relataram melhora.
O tratamento deve ser de pelo menos 6 meses. Nesse período o médico fará sua parte de escutar a paciente, examiná-la, diagnosticar a disfunção, se for o caso pedir alguns exames complementares e passar o tratamento.
A medicação consiste em vitaminas para melhorar a circulação corporal e vaginal, aminoácidos que promovem aumento na produção de endorfinas e potencializam a qualidade da excitação e do orgasmo, fitoterápicos que regulam a produção hormonal, hormônios bioidênticos e drogas em doses mínimas para não apresentarem nenhum efeito colateral.
Agora, a mulher fará sua parte também. Se não fizer, 50% do sucesso estará prejudicado. Costumo dizer que o médico é responsável pela metade do sucesso terapêutico. A outra metade dependem de atitudes da mulher que são:
1) Acreditar no tratamento: O médico tem a experiência de diversos pacientes e colocará todo o conhecimento para curar a paciente. Mas se esta não acreditar nesta potencial cura, pouco o médico poderá fazer. O psicológico favorável ajuda em muito todo e qualquer tratamento médico.
2) Usar as fórmulas corretamente: Existem comprimidos, tabletes sublinguias, géis e existem sprays para absorção sublinguais, que devem ser usados em momentos distintos.
3) Se conhecer, se tocar, se sentir: O tratamento aumenta o fluxo sangúineo no clitóris e na vagina, assim como a lubrificação local, mas o aumento é muito mais intenso quando a mulher se estimular. Não adianta tomar o remédio e ficar jogando palavra cruzada. Tem que tomar e se estimular, se tocar. Pensar em sexo, tocar seu corpo, induzir a uma relação sexual com seu parceiro, mesmo que no começo seja mais difícil. Aliás tudo no começo é mais difícil e precisamos ter força de vontade se queremos nos tratar.
4) Saber que sexo é fundamental na nossa vida. O sexo aumenta a produção de endorfinas, que são substâncias responsáveis pelo bem estar físico e emocional, diminui a pressão arterial, queima calorias e emagrece, melhora a capacidade cárdio-pulmonar, faz viver mais e com melhor qualidade. Enfim são inúmeras as melhoras promovidas por uma relação sexual saudável.
E na prática como funciona?
Após passar em consulta, e desde que haja indicação, o tratamento é instituído. Como é praticamente isento de efeitos colaterais e suas contra-indicações são raras e específicas, a quase totalidade das pacientes já pode começar a se tratar neste primeiro momento.
Todo dia de manhã a paciente tomará uma formulação 100% natural em cápsulas via oral. Associadamente usará um spray de liberação de micropartículasde fármacos que são absorvidas debaixo da língua. O spray e os tabletes geralmente são usados todos os dias e também uma hora antes da relação sexual, caso haja necessidade de se potencializar o desejo e o prazer. Geralmente a dose pré-sexo é usada antes do início da relação, para ir “esquentando as coisas”. Como sua absorção é muito rápida ele já começa a fazer efeito, desde que a mulher também “entre no clima”, como foi dito no item 3 acima.
O efeito da terapia é alcançado geralmente em poucos dias, mas isto varia de pessoa para pessoa e de como a paciente está “fazendo a lição de casa”. O acompanhamento com profissional é importante para sabermos o momento de tentarmos gradativamente retirar as medicações, mas no mínimo serão seis meses.
Mais informações podem ser esclarecidas por email e no próprio consultório.
Cordialmente,
Equipe do Grupo de Andrologia e Sexualidade.

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